Vida nova ou reciclada?
Posted by Unknown
Às vezes penso que, quanto mais pessoas vejo à minha volta, mais solitário me sinto. Estranho, mas real. Datas tão comemorativas e demoradas como o Natal e a virada do ano deixam a casa cheia, os shoppings cheios, a mesa cheia, mas deixam a cabeça cheia, também, de certa forma. E o calor infernal, que não aparece mais violento desde 1915, de acordo com os jornais, ainda torra mais os neurônios de quem tenta organizar um pouco a mente. E, confesso não saber explicar esse fenômeno - mesmo sabendo que não sou o único a passar por isso -, as pessoas à minha volta, trocando presentes, assistindo tevê, falando da vida, rindo, bebendo, parecem não existir por alguns bons momentos - pelo menos até a "hora dos abraços", a meia noite. Os acontecimentos e as pendências de todo o ano parecem se acumular e pressionar a cabeça, pedindo soluções, pedindo novidades. Não gosto de falar de sonhos - prefiro sonhar - mas, se pudesse escolher um presente pro ano que está por vir, desejaria não encontrar uma mente gritando por soluções quando ele chegasse ao fim. É difícil - ou impossível - não ter poblemas, ou conseguir resolvê-los até o fim de um ano, mas não custa querer fazer/ser diferente. Não custa deixar de lado as promessas e pensar no que tem de ser resolvido. Até lá, seria um bom começo começar a perceber as pessoas à minha volta e deixar de me sentir sozinho em datas comemorativas tão importantes. Na verdade sempre enxerguei, como principal solução de um problema, as coisas que estivessem me incomodando. Pedras no sapato sempre criam problemas. Só preciso tirar o sapato e sacudir. Sacudir a areia, sacudir a mente, sacudir a vida. Me resta tentar.
1 comments:
Sou apaixonada pelos seus textos, bê! Pra variar, mais um lindíssimo! PARABÉNS!
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