Traduzindo a saudade em palavras...
Posted by Unknown
Ontem perdi um amigo. Não, não foi porque "cortei dedinho". Perdi, mesmo. Ele morreu. Não quero imaginar o porquê de ter me deixado, mas penso que um dos motivos possa ter sido o grande desgosto deste mundo cruel, que às vezes nos dá vontade, sim, de ir embora pra outro lugar. Como Pasárgada só existe aos olhos de Manuel Bandeira, procura-se algo muito maior e mais lindo: o céu.
Que saudade. É difícil acreditar que alguém que você veria hoje, inclusive, não vai mais estar lá; alguém que te fazia rir, que te ensinou a ser melhor, muitas vezes, não vai mais te dar abraços, te chamar de amigo. É muito difícil. Mas, como dizem por aí, não existe forma melhor de se cicatrizar uma ferida do que deixando o próprio tempo fazer seu trabalho.
Mas que saudade. A dor de enxergar que alguém com seus 16 anos tem um fim imposto aos seus planos de família, filhos, estudos, profissão só me faz pensar o quanto é preciso não só adiantar todas essas realizações, mas aproveitá-las da forma mais intensa possível, como se todo esse futuro fosse acabar em uma madrugada.
Que saudade. Que vontade de ter dito adeus. Que vontade de vê-lo só mais uma vez, sorrindo, dizendo que "tá tudo bem" — não está tudo bem, mas ouvi-lo dizendo isso já me acalmaria. Enquanto isso, o vazio no peito fica, a dor continua se fazendo presente e as lembranças dos melhores minutos — ou seja, todos — vão sarando toda essa angústia, até que lembrar de alguém tão especial não me faça mais chorar, mas sorrir, assim como eu sei que ele iria desejar.
Que saudade.
Que saudade. É difícil acreditar que alguém que você veria hoje, inclusive, não vai mais estar lá; alguém que te fazia rir, que te ensinou a ser melhor, muitas vezes, não vai mais te dar abraços, te chamar de amigo. É muito difícil. Mas, como dizem por aí, não existe forma melhor de se cicatrizar uma ferida do que deixando o próprio tempo fazer seu trabalho.
Mas que saudade. A dor de enxergar que alguém com seus 16 anos tem um fim imposto aos seus planos de família, filhos, estudos, profissão só me faz pensar o quanto é preciso não só adiantar todas essas realizações, mas aproveitá-las da forma mais intensa possível, como se todo esse futuro fosse acabar em uma madrugada.
Que saudade. Que vontade de ter dito adeus. Que vontade de vê-lo só mais uma vez, sorrindo, dizendo que "tá tudo bem" — não está tudo bem, mas ouvi-lo dizendo isso já me acalmaria. Enquanto isso, o vazio no peito fica, a dor continua se fazendo presente e as lembranças dos melhores minutos — ou seja, todos — vão sarando toda essa angústia, até que lembrar de alguém tão especial não me faça mais chorar, mas sorrir, assim como eu sei que ele iria desejar.
Que saudade.
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